Albertina Sisulu<br>uma lutadora anti-<i>apartheid</i>
Albertina Sisulu, uma das figuras mais destacadas da luta de libertação do povo sul-africano, morreu ao princípio da noite de dia 2, na sua casa em Joanesburgo, aos 92 anos de idade.
Viúva do ex-secretário-geral do Congresso Nacional Africano (ANC), Walter Sisulu, Albertina Sisulu, que era conhecida por «Mama Sisulu», dedicou grande parte da vida à luta contra o regime do apartheid.
Enfermeira, dedicou grande parte do seu tempo, em paralelo com a sua actividade política, a prestar assistência aos mais desfavorecidos dos bairros negros dos arredores das cidades sul-africanas.
Passou vários períodos da sua vida de resistente nas cadeias sul-africanas e durante mais de dez anos em prisão domiciliária.
Albertina Sisulu sempre demonstrou uma enorme dedicação à causa da educação, tendo afirmado em várias ocasiões que, «quer na luta, quer na paz, a educação é essencial para a liberdade dos povos».
Em 1955 foi uma das líderes da marcha das mulheres na capital, Pretória, em protesto contra a infame «Lei dos Passes» (que obrigava os negros a serem portadores de passes para terem acesso às áreas designadas de brancas).
Viria a ser co-presidente da UDF (Frente Democrática Unida), que, nos anos 80, era a frente interna de quase todas as organizações anti-apartheid em representação do ANC, então ilegalizado.